Com que então "quando alguma coisa puder correr mal, vai correr mal de certeza", hein?? Pfffff, mentiroso! Queres ver como não é nada assim? Então embrulha aí esta: um dos phones do meu mp3 está estragado. Hoje tinha o mp3 ligado ao computador, que por sua vez estava ligado aos phones. Dado que precisei de mudar o computador de sítio, peguei naquilo tudo e lá fui eu, mas os phones cairam pelo caminho. Como eu sou parva, em vez de os apanhar deixei-os ir a arrastar pelo corredor e um deles ficou preso na perna de uma cómoda. Quando fui apanhá-lo, a pecinha que encaixa no ouvido soltou-se do resto do fio (sim, são de muito boa qualidade). Pensei logo "oh que caraças, aposto que este era o que estava bom!". A sério, fiquei tão convencida disso que fiquei horas sem pegar no mp3, o bichinho já estava a chorar ali a um canto. Mas agora, num acto de fé, peguei nele e PIMBAS! O phone que se estragou era o que já estava estragado, passo a redundância!
Amanhã vou barrar uma torrada com manteiga e atirá-la ao chão. Aposto, mas aposto mesmo que vai cair com a parte barrada para cima! Que dizes, Murphy, querido? Aceitas o desafio ou não és homem para isso, hmm?
sexta-feira, 8 de junho de 2012
quinta-feira, 7 de junho de 2012
Uma pessoa sabe que perdeu definitivamente a inocência da infância...
Quando liga a televisão a um Sábado de manhã, apanha desenhos animados e, para além de não lhes ligar nenhuma, ainda fica escandalizada a olhar para o ecran quando ouve uma menina a dizer a um monstro qualquer coisa como "comeste a minha amiga!". Fica uns segundos a pensar que os produtores de animação infantil são mesmo uns taradões e só depois é que se lembra que o verbo "comer" terá sido aplicado no sentido literal.
Mesmo assim, acho mal! No meu tempo os desenhos animados eram sobre os animaizinhos do bosque. Não tinham monstros que comiam meninas.
Mesmo assim, acho mal! No meu tempo os desenhos animados eram sobre os animaizinhos do bosque. Não tinham monstros que comiam meninas.
quarta-feira, 6 de junho de 2012
Locais onde eu (não) queria estar
Vi esta imagem e pensei "Ora sim senhora, aqui é que eu estudava bem. Isto é que ia ser um rendimento para lá de espectacular!". Mas depois pensei melhor e concluí que afinal não. Porque eu tenho um sério problema com água (água que dê para nadar, entenda-se), sobretudo se for do mar. A piscinas não acho tanta piada, sempre me pareceram demasiados rabos e demasiada gente a escarrar para um tanque só. Sim, eu sei que tem filtros e renovação da água e cenas. Mas nada se compara ao mar e muito menos a um mar como este! Portanto, rendimento, o caraças! Ia ser uma verdadeira tortura, ia logo dar um mergulho e aproveitava e afogava também as folhas. Ups, eu queria tanto estudar, que caramba pá, mas foi um acidente, veio uma rajada de vento e levou-as e elas cairam à água, ooooohhh!
Portanto, mal por mal, mais vale ficar por aqui na minha secretária caótica, em frente à janela com vista para um prédio em remodelação e com a cama atrás de mim à espera que alguém a faça. E depois dos exames, esses grandessíssimos castradores de vidas, vou dar todo o uso possível e imaginário às minhas guelras (sim, porque eu devo ter umas guelras por aqui algures). E aquela pele seca que não desaparece enquanto eu não me barrar com um monte de creme hidratante afinal não é pele seca nenhuma... São mas é escamas! Está desvendado mais um mistério da minha vida!
domingo, 3 de junho de 2012
Quis saber quem sou, o que faço aqui e, já agora, de que cor é o meu cabelo
Invejo aquelas pessoas que dizem coisas como:
"Gosto de ter os olhos azuis porque ficam bem com o meu cabelo preto".
"Não, não é pintado, eu sou mesmo ruiva".
"Estou farta de ter o cabelo castanho, vou fazer umas madeixas azuis para dar uma corzinha a isto".
E invejo-as porquê? Não, não é por causa dos olhos azuis da que tem cabelo preto. Nem porque a outra é ruiva natural. E não, também não quero fazer madeixas azuis (e daí, quem sabe, um dia destes...). É simplesmente porque as pessoas que dizem este tipo de coisas podem gritar a alto e bom som a cor do seu cabelo sem que alguém lhes salte logo em cima: "o quêêê?? O teu cabelo não é nada dessa cor, mimimimi!". Porque eu tenho aquela cor de cabelo ali entre o loiro escuro/castanho claro que faz com que a malta não chegue a acordo. Há pessoas para as quais sou indubitavelmente loira e que inclusivamente me dirigem as famosas piadas de loiras (how funny!). Há outras para quem eu só sou loira se estiver metida no meio de uma tribo de nativos da Somália. E há ainda as outras, mais filosóficas, perfeccionistas e rigorosas, quem dizem "Aaaaah, és loira tendo em conta aquilo a que estamos habituados em Portugal... Mas se fores para a Suécia já não és". É o chamado cabelo internacional (se não é, passa a ser!). Portanto, não sei que diga, não sei que faça. Vou passar a dizer que tenho o cabelo cor de mel. Só que desconfio que isto vai soar muito mal! "Ah e tal, porque eu tenho o cabelo cor de meeeeel...". Já estou a imaginar a cara das pessoas à volta, a revirar os olhos e a pensar "pfffff, manienta!". Era o que eu faria. Mas tentem perceber o meu dilema... Quando era adolescente nem sequer podia responder decentemente àqueles inquéritos da revista Bravo que decidiam coisas importantes sobre o nosso futuro, tais como "Qual o nome do homem da tua vida?" ou "Que tipo de amiga és tu?", porque havia sempre, mas mesmo sempre um espacinho para escrever a cor do cabelo. E eu nunca sabia o que pôr! E isso pode ter levado a resultados falaciosos e agora toda a minha vida pode ser um tremendo erro, percebem?? Eu tenho traumas!
"Gosto de ter os olhos azuis porque ficam bem com o meu cabelo preto".
"Não, não é pintado, eu sou mesmo ruiva".
"Estou farta de ter o cabelo castanho, vou fazer umas madeixas azuis para dar uma corzinha a isto".
E invejo-as porquê? Não, não é por causa dos olhos azuis da que tem cabelo preto. Nem porque a outra é ruiva natural. E não, também não quero fazer madeixas azuis (e daí, quem sabe, um dia destes...). É simplesmente porque as pessoas que dizem este tipo de coisas podem gritar a alto e bom som a cor do seu cabelo sem que alguém lhes salte logo em cima: "o quêêê?? O teu cabelo não é nada dessa cor, mimimimi!". Porque eu tenho aquela cor de cabelo ali entre o loiro escuro/castanho claro que faz com que a malta não chegue a acordo. Há pessoas para as quais sou indubitavelmente loira e que inclusivamente me dirigem as famosas piadas de loiras (how funny!). Há outras para quem eu só sou loira se estiver metida no meio de uma tribo de nativos da Somália. E há ainda as outras, mais filosóficas, perfeccionistas e rigorosas, quem dizem "Aaaaah, és loira tendo em conta aquilo a que estamos habituados em Portugal... Mas se fores para a Suécia já não és". É o chamado cabelo internacional (se não é, passa a ser!). Portanto, não sei que diga, não sei que faça. Vou passar a dizer que tenho o cabelo cor de mel. Só que desconfio que isto vai soar muito mal! "Ah e tal, porque eu tenho o cabelo cor de meeeeel...". Já estou a imaginar a cara das pessoas à volta, a revirar os olhos e a pensar "pfffff, manienta!". Era o que eu faria. Mas tentem perceber o meu dilema... Quando era adolescente nem sequer podia responder decentemente àqueles inquéritos da revista Bravo que decidiam coisas importantes sobre o nosso futuro, tais como "Qual o nome do homem da tua vida?" ou "Que tipo de amiga és tu?", porque havia sempre, mas mesmo sempre um espacinho para escrever a cor do cabelo. E eu nunca sabia o que pôr! E isso pode ter levado a resultados falaciosos e agora toda a minha vida pode ser um tremendo erro, percebem?? Eu tenho traumas!
sábado, 2 de junho de 2012
Sobre o meu jantar de hoje
Grelhei salmão. Pus o salmão no prato. Cortei um pedaço. Constatei que ainda estava cru no meio.
1º pensamento: "Que se lixe, os japoneses também comem isto assim e não lhes faz mal".
2º pensamento: "Mas espera lá... Eu odeio sushi".
3º pensamento: "Vou pôr isto a grelhar mais um bocado".
4º pensamento: "Oh, não me apetece. Azarucho, vai mesmo assim!"
E comi. E estava bom. Vai-se a ver e afinal tenho tudo para vir a ser uma grande apreciadora de sushi! Se calhar tenho é andado a ir aos sítios errados. Ah, esta é também a prova de que a preguiça não é um defeito, mas sim um instinto essencial à sobrevivência! Uma pessoa preguiçosa está preparada para comer aquilo que lhe aparecer à frente, mesmo que não goste! Antes isso do que levantar o rabiosque do sofá...
sexta-feira, 1 de junho de 2012
Eu também sei dar conselhos de moda... E são dos bons!
Ouvi dizer por aí que uma determinada revista de gajas tem este mês um artigo sobre o que vestir para cada um dos festivais de Verão. Minhas queridas amigas, a menos que tenham interesse num outro qualquer artigo da referida revista, vocês pelo amor da santa não me vão a correr dar cerca de 3€ para comprar a dita cuja! 3€ dá para uma caipirinha, minha gente!! Vamos lá a definir prioridades! E aquilo que vocês querem saber eu digo-vos de forma totalmente gratuita (isto já nem é um blog, é quase a Santa Casa, mas pronto): Para um festival de Verão, seja ele qual for, vocês devem vestir... Suspense, rufar de tambores... Uns calções, uma t-shirt e umas sapatilhas!! Levem também um casaquito para a noite (ou então não, porque a voz de uma mulher constipada tem sempre o seu "quê" de sensual). Se tiverem intenções de desencantar por lá um gajo bom que vos empreste uma sweat das dele, então podem esquecer a parte do casaco. Ah, e com o dinheiro que pouparam na compra da revista podem até comprar um anelito ou uma pulseirinha, para dar um ar mais trendy ao conjunto. Ou então, olhem, gastem em finos. Ou num cachorro quente. Já pensaram, um belo de um hot-dog antes de recolherem à vossa casinha? Bem bom, hmm? Aproveitem e não digam que não sou vossa amiguinha!
Biquínis: os bodes expiatórios de (quase) todas as mulheres
É sempre a mesma coisa, de cada vez que vou a uma loja para comprar um biquíni. Foge-me a atenção para um e olho para ele com ar desconfiado, a medo, como se de um perigoso inimigo se tratasse, enquanto penso "espero que não me faça muito gorda...". Ora, a bem dizer, isto é estúpido. Porque se há peça de roupa sincera e honesta, é o biquíni. Não mente, não finge, mostra apenas aquilo que há para mostrar. Mas, como em tudo na vida, quem se lixa é o mexilhão e de nada lhe serve ter este bom carácter, porque acaba sempre por levar com as culpas. "Credo, este biquíni faz-me parecer uma baleia!". Pois claro, é o biquíni. Não é a celulite a acusar a falta de caminhadas. Não são os vestígios de incontáveis pacotes de Oreo enfiados no bucho. É o biquíni, esse grande filho da mãe, ingrato, anda uma pessoa a dar tanto dinheiro por ele para ele depois nos fazer destas coisas.
O que me reconforta é saber que não sou a única a ter estes pensamentos. E pronto, mais vale culpar a malfadada peça de vestuário, afinal de contas só temos de conviver com ela durante uns dois/três meses por ano... Connosco próprias temos de levar o ano inteiro, pelo que me parece muito mais cómodo e inteligente centrar o ódio naquelas duas pecitas de pano. "A culpa é do biquíni, que me aperta a barriga e faz saltar o pneu", vamos nós continuar a dizer, enquanto seguramos nas mãos uma enorme taça de gelado. E ir correr? Até ia, mas está muito calor. Amanhã, pode ser?
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