quinta-feira, 31 de maio de 2012

Às vezes acho que sou uma pessoa peculiar...

...Nomeadamente quando reparo que o auge da minha concentração no estudo é atingido quando ponho a tocar músicas absolutamente PAROLAS! Se acham que estou a exagerar, vou fazer aqui uma listinha das melodias que me têm acompanhado nos meus momentos de marranço:

- Macarena
- Mayonesa
- Papi Chulo
- ...

Não preciso de dizer mais nada. E sim, fui buscá-las ao fundo do baú. Já tentei mudar, já me auto-penitenciei, já trilhei as orelhas no forno, já limpei a cera dos ouvidos, já fiz por ouvir música mais erudita, pôr a tocar aquilo que ouviria se não estivesse a estudar, mas não dá... Dão-me sono, parecem-me sempre aborrecidas. Assim consigo verdadeiramente aquilo a que chamam "Alegria no trabalho"!

(p.s: por acaso agora fiz uma pausa nessas músicas para ouvir "Train - Drive By". Mas dado que a tenho em modo repeat há cerca de uma hora e tal, não sei se isso faz de mim uma pessoa mais saudável, por assim dizer...)

(p.s2: Dado que estou a estudar para uma oral, devia começar a preocupar-me com a eventualidade de, num surto de loucura e nervos, começar a fazer a coreografia da Macarena em frente ao professor enquanto debito matéria... Acho que tinha chumbo garantido durante os próximos mil anos! Pensando bem, se calhar é melhor ouvir outra coisa...)


quarta-feira, 30 de maio de 2012

Ai estas são as filhas da naçãããooo!

Eu e uma amiga minha temos o mesmo orientador de tese de Mestrado. Ontem fomos juntas à procura dele para nos assinar a proposta de tese para a podermos entregar, porque o prazo está mesmo a terminar e nós deixámos para a última, claro está (como boas tugas que somos!). Mas não é apenas no que toca à dificuldade em cumprir prazos que honramos a nossa nacionalidade. Ora vejamos: o orientador assinou-nos o papelito e depois dirigiu-se a mim e disse "Pronto, agora quando quiser apareça aqui para falar comigo, para começarmos a trabalhar!". À minha colega não disse nada.
Saímos dali as duas com cara de caso. E de repente diz a minha colega:

- Oh pah, estou triste! Então ele a ti disse-te para apareceres quando quisesses começar e a mim não me disse nada? Senti-me excluída!

Respondo eu:

- Fogo, não me digas nada! Pareceu-me mesmo que ele me estava a querer dizer "Oh minha grandessíssima inútil, já começavas a fazer qualquer coisinha, não? Se calhar era boa ideia começares a dar corda aos patins, ou estás à espera que faça a tese por ti?"

É esta a verdadeira essência de ser português: arranjar sempre maneira de constatar que o outro está muito melhor do que nós! Isto sim, é patriotismo!

terça-feira, 29 de maio de 2012

Letras musicais duvidosas - Capítulo 3

Sabem aquela música toda melosa do Ronan Keating, a "When you say nothing at all"? Que linda, não é? Eu também acho. E vou transcrever algumas das minhas partes favoritas da letra:

"Without saying a word you can light up the dark,
Try as I may
I could never explain
What I hear when you don't say a thing"

E, claro, o expoente máximo da canção:

"You say it best when you say nothing at all"

Romântico, não é?...

Não, não é.
Se algum gajo me cantasse isto, eu juro que lhe atirava com um vaso à cabeça. Isto é simplesmente a música mais machista de sempre! Se ouvirem bem e analisarem com cuidado, com esta música ele quer simplesmente dizer "Minha querida, caladinha é que tu estás bem. Não fales, pode ser? Para lavar a louça só precisas de água e detergente. Não precisas de dizer nada. Porque afinal, meu amor... You say it best when you say nothing at all".






domingo, 27 de maio de 2012

As potencialidades que outrora tive

Em época de exames há uma coisa que uma pessoa tem mesmo que fazer (e não, não são cábulas): arranjar um local confortável e sossegado para que o acto de queimar a pestana se torne mais suportável. Ou menos insuportável, como preferirem.
Eu, durante o fim-de-semana, moro num meio rural. Com "rural" quero dizer que no terreno atrás de minha casa há duas vacas a pastar... Acho que estão a ver a ideia. Mas é bom e eu gosto, sobretudo porque a poucos kilómetros temos a metrópole e dá para aliar o melhor dos dois ambientes. Mas continuando: no pátio das traseiras temos uma rede com almofadas que representaria o lugar ideal para eu me instalar com o meu mp3 e os meus apontamentos, se não fossem... As moscas. Montes delas. Esses seres feios, chatos e nojentos. Acho que prefiro aranhas a moscas!
Claro que, se eu tivesse seis ou sete anos, isto não constituiria qualquer problema, já que um dos meus passatempos favoritos era ajoelhar-me em frente à janela da sala e capturar toda e qualquer mosca que se aventurasse a passar por lá. Apanhava-as (devia ter um qualquer talento especial, elas não me escapavam!) e o que se seguia era um lento processo de tortura às bichinhas: primeiro, tirava-lhes uma asa. Lá ficavam as pobres a andar "de banda, como o Miranda" (sempre achei esta expressão fantástica!) tentanto desesperadamente voar. Depois, como isto não me chegava, arrancava a outra asa. "Ahahahaha, agora és apenas uma espécie de formiga em tamanho grande, minha bitch!", era o que eu devia pensar. Não contente com isto, ainda lhes arrancava as patas, uma a uma, numa maldade requintada, mas inocente. Eu pelo menos gosto de pensar que era inocente... Nunca fui criança de maltratar animais, as minhas vítimas eram apenas as moscas. Era tudo em prol da ciência, certamente. Era uma pequena bióloga!
Portanto, se ainda houvesse um "eu" em ponto pequeno cá em casa, não havia mosca que ousasse aproximar-se num raio de 20 km! Mas como entretanto cresci e aprendi os sítios pelos quais as moscas gostam de andar, deixei-me disso. Só vos digo que a criança que há em mim deve estar super decepcionada comigo...

sábado, 26 de maio de 2012

Porque os carros também têm direito ao amor!

Hoje o meu carro levou no rabinho. Que é como quem diz, bateram-lhe por trás. Ainda por cima foi uma verdadeira menáge, quatro carros num verdadeiro enrabanço (perdoem-me o palavreado menos próprio, mas foi o que pensei quando vi aqueles veículos todos coladinhos uns aos outros). Mas pronto, menos mal, ninguém se magoou. Ah, e querido carrinho, eu não me importo que tenhas enveredado por essa opção sexual, a sério que não. Claro que preferia que praticasses a abstinência, era mais seguro para mim, para ti e para a minha carteira. Mas pronto, de vez em quando (assim, de quinze em quinze anos) podes cometer uma loucura destas, com responsabilidade e sem consequências graves, porque também tens direito a ter as tuas aventuras amorosas. Mas com uma condição: Tens de ser sempre o elemento passivo, ok?

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Princípios pelos quais se rege a minha vidinha - Capítulo 3

Mousses, cremes, arroz doce e afins são para ser comidos com colher de chá, que é pequenina mas trabalhadora! E só assim é que me sabem meeeeesmo bem. Portanto, homens deste país, não desesperem. Isto é a prova de que o tamanho não importa, desde que se saiba manusear o instrumento. Pelo menos no que toca a colheres.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Senhores da Olá: eu ofereço-me para baptizar os vossos gelados, está bem?

Está um calor do caraças hoje! E se eu quisesse passar a imagem de moça ultra saudável e cuidadosa com aquilo que come, podia vir para aqui dizer "Aaaaiii, com este calor só penso em água gelada e saladinhas de fruta! Hmmm, o que eu não dava agora por uns moranguinhos frescos, um requeijão com tomate cherry, um sumo de melancia natural!". Pois é, só que isso seria desonestidade e eu sempre ouvi dizer que isso é feio. Na verdade, o que me passa pela cabeça nestes dias é: coca-cola e gelados.
Vai daí que lá foi esta que vos escreve alapar-se numa esplanada, prontinha para pedir a sua coca-cola com gelo e limão. Mas depois olhei em volta... E foi aí que a vi. Brilhando ao sol e com uma aura luminosa à sua volta, lá estava ela: a capa dos gelados! A atracção deve ter sido mútua, porque juro que a vi a lançar-me olhares libidinosos e a fazer-me "psst, psst, anda cá, oh boa!". De modos que levantei o rabiosque e lá fui eu, não ia dar tampa à pobre capa, coitadinha.
Varri a dita cuja com o olhar  e detive-me no novo Cornetto. Nata, chocolate e morango. Parece-me muitoooo bem, é este mesmo que vou pedir. Leio o nome.

Cornetto Devils and Angels.

Devils and Angels?! Pelo amor da Santa!! Senhores da Olá, vocês acham mesmo que eu me vou virar para o empregado do bar e dizer "Olhe, quero um Cornetto Devils and Angels, se faz favor!". Para já porque acho uma descriminação muito grande. E quem não sabe falar inglês, pede o quê, hmm? E depois porque, oh pah, é estúpido! E depois faço o quê? Pisco o olho ao moço e passo a língua nos lábios? "Devils and Angels", uuuuh! Que sensual! Que parolo.

Posto isto, das três, uma: Ou a malta vai andar por aí a pedir gelados com nomes ridículos, ou vai demorar 10 minutos a fazer o pedido "Olhe, quero aquele Cornetto, 'tá a ver? O segundo a contar da esquerda! Não, não é dessa esquerda, da outra! Aquele com umas coisas de morango em cima! Não, não é o de morango, é o outro! Mas também tem morango!", ou faz como eu fiz hoje quando voltei para a mesa e chegou o empregado:

- Olhe, era uma coca-cola com gelo e limão, se faz favor.

    É uma pena... Tem tão bom aspecto...