sexta-feira, 20 de julho de 2012

Apresento-vos a fashionista que há em mim

Aqui há dias reparei que já houve gente a chegar a este blogue através das palavras "conselhos de moda". Eu devo confessar que fiquei com dó daquelas pessoas... Porque quer-se dizer, andamos aqui todos a confiar cegamente no Google para nos responder às dúvidas mais inquietantes da nossa existência, para nos guiar por entre os meandros da internet, para nos levar às respostas que procuramos como se de um pastor se tratasse... E traz-me as pobres leitoras (suponho que sejam mulheres) aqui, em busca de dicas sobre as últimas tendências em termos de trapinhos... Google, não te ponhas a pau, não! Se continuas a ser assim tão incompetente e com a falta de emprego que por aí anda, ainda te mandam para o olho da rua! Depois não digas que não avisei.

Mas como eu sou um coração mole (e fiquei com remorsos pela decepção que certamente causei a essas pessoas), vou começar a escrever aqui no blogue uns posts (ou postas, tendo em conta o que percebo sobre o assunto talvez esse nome seja mais apropriado) sobre moda. Para iniciar este desafio em beleza, começo por vos apresentar um acessório que infelizmente ainda não conquistou muitos fans por esse mundo fora, mas eu devo confessar que tenho muita pena. Senhoras e senhores, apresento-vos o único, o fantástico, o maravilhoso, o inigualável... Guarda-chuva de cabeça!


Este maravilhoso utensílio, além de ser extremamente giro é também super útil, uma vez que uma pessoa não tem de andar a fazer malabarismos quando tem de transportar o guarda-chuva, carteira, sacos de compras e por aí em diante. Além disso tem a enorme vantagem de as cabeças de vento não se esquecerem dele em cada cantinho onde o deixam. Eu, por exemplo, só me lembro que trouxe o meu quando chego cá fora e me cai uma carga de água em cima. E isso é muito chato, porque esta coisa de comprar uma média de cinco guarda-chuvas por Inverno não dá com nada. Eu já podia ser uma pessoa rica e abastada e só não sou por causa das fortunas que gasto em guarda-chuvas. Está maaaaal!
Além disso, o facto de ser um chapéu traz imensas vantagens, sobretudo para as mulheres: dizem as boas regras da etiqueta que os chapéus fazem parte da toilette feminina e, por isso, não temos de os tirar quando entramos num edifício. Dado que este maravilhoso guarda-chuva é também um chapéu, daria imenso jeito quando uma pessoa tivesse de ir a uma aula, palestra ou acção de formação aborrecida, porque quando o sono atacasse bastava fechá-lo e como ele tapa os olhos o ambiente ficava escurinho e ideal para a bela da soneca. "Ah e tal, mas isso é injusto para os homens!". Olhem lá, vocês por acaso têm o período? Os filhos saem-vos pela pilinha? Não, pois não? Então estejam caladinhos, seus piegas!
Repare-se também na enorme versatilidade deste acessório: podemos usar os arames para pendurar missangas, fios de prata, pedrinhas... Ficava lindo, íamos todas parecer uns candeeiros gigantes (e até faz muito sentido, ou não é na cabeça que se faz luz?)

Por todos os argumentos apresentados acho que este bonito chapéu-de-chuva já merecia um lugar de destaque nas Zaras desta vida. Se por acaso houver por aí algum estilista a ler isto, pensem na minha sugestão com carinho, está bem? Isto tem futuro, a sério! Eu tenho muita fé no sucesso do guarda-chuva de cabeça.

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Estimados comerciantes chineses

Venho por este meio fazer-vos uma sugestão que achei muito pertinente. Mas antes de mais quero pedir-vos para não me levarem a mal a ousadia, porque eu até sou uma fiel frequentadora das vossas superfícies comerciais, de tal forma que até cheguei a comprar um lápis preto de maquilhagem numa das vossas lojas e tudo, vejam lá a confiança que tenho em vocês! E juro, mas juro mesmo que nem sequer associei o seu uso aos três tersolhos que me apareceram nessa altura, estou em crer que foi apenas uma triste coincidência. Se deixei de o usar, foi apenas e tão só porque ele era duro como cornos e já por duas vezes ia furando o olho com aquilo. Mas mesmo assim não o deitei fora e estou certa de que o meu sobrinho o irá apreciar muito como lápis de cor. Isto em tempos de crise uma pessoa tem é de arranjar utilidade para tudo o que tem em casa.

Agora que deixei claras as minhas boas intenções, vou passar ao que interessa: queria pedir-vos, por favor, que começassem a comercializar mp3 com duas entradas para phones nas vossas lojas. Isto porque já é a terceira vez que lá vou comprar um par dos ditos e ao fim de mais ou menos três dias há sempre um dos elementos do par que deixa de funcionar. Eu devo confessar que até acho muita piada à situação, porque o phone que não dá música serve para eu me entreter a brincar aos cowboys: pego nele, giro-o no ar e depois atiro-o como se fosse apanhar o touro. É muito giro e já passei momentos muito agradáveis com esta brincadeira (sim, eu sei que pode parecer infantil, mas eu também ainda só tenho 24 aninhos). Mas depois torna-se aborrecido ter de ouvir música só por um ouvido, até porque às tantas o outro ainda decide amuar e eu já sou míope e tudo, não me posso arriscar a provocar desta forma vil os meus restantes órgãos sensoriais. Portanto, penso que a solução ideal passe mesmo por arranjar este tipo de aparelhos, para eu poder dar utilidade aos phones meios mortos, meios vivos que tenho cá em casa. Vá lá, vocês são asiáticos, isso para vocês é canja. Estou certa de que com algum esforço até me conseguiam arranjar isso já para amanhã. Até porque se assim não for vão-me obrigar a ser desleal e a trocar os vossos serviços por uma loja que venda aparelhos que realmente funcionem. E vocês não querem isso, pois não? Bem me parecia.

Ah, só para o caso de acharem a minha ideia mesmo boa e me quererem recompensar de alguma forma, apresento-me desde já totalmente disponível para receber anualmente um gorro de pai-natal ou então uma daquelas bandoletes com corninhos de rena que vocês vendem sempre pela quadra natalícia. É que todos os anos há os típicos jantares da época, com dress-code exigido, e todos os anos eu vos compro um gorro e todos os anos o perco. É certinho! No ano seguinte lá vou eu à procura do desgraçado, mas nunca sei onde é que enfiei o gajo! Se calhar sente saudades do seu país de origem e durante a noite lá vai ele, a voar rumo à China. Ou então existe em minha casa um buraco negro que suga gorros de pai-natal. E canetas. Caraças, também estou sempre a perder canetas! Não me querem oferecer algumas também? De preferência que não deixem de escrever ao fim de três dias, se puder ser...

Estão a ver? Esta sou eu! Só tenho é o fio de um phone em vez de uma corda... Ihaaah!

terça-feira, 17 de julho de 2012

Post impróprio para menores de 18 anos


A sério, senhores (ou senhoras, talvez as senhoras estejam mais interessadas em responder)... O que é isto?? 
Já ouvi duas teorias: que é uma protecção anti-quedas e que é uma banana que ele leva no bolso para combater as cãibras (devo confessar que esta é a minha favorita!)

Eu só tenho uma coisa a dizer: ainda bem que a especialidade do rapaz é o triplo salto, porque se fosse o salto em altura ia de certeza provocar situações muito constrangedoras. Ora imaginem:
- Oh Nélson, és o próximo a saltar! Toma lá a vara...
- Ah, não é preciso... Trouxe a minha de casa! 

Ou então isto é apenas um caso sério de verdadeiro amor à profissão!

segunda-feira, 16 de julho de 2012

São estas descobertas que me deixam verdadeiramente amargurada

Toda a minha vida pensei que o Roberto Leal era um cantor brasileiro que tinha tido a triste ideia de vir para Portugal. E pensava para mim "aqueles brasucas têm a mania de dizer que nós é que somos os parolos... Ainda não devem ter olhado bem para este filho da terra". Vai-se a ver e o gajo não é nada brasileiro, é português mas emigrou para lá quando era criança. Confesso que senti o meu patriotismo descer uns pontinhos.
E agora ele faz o anúncio de uns medicamentos quaisquer anti-envelhecimento. O anúncio começa com ele a dizer qualquer coisa como "quer saber o meu segredo?", com aquele sotaque abrasileirado que ele já tinha tido tempo para perder. Não, por acaso até nem quero. Mas fico contente que venhas para a televisão dizer aquilo que tem de se tomar para se ser como tu. Dá sempre jeito uma pessoa saber o que NÃO pode comprar.


Vá, eu não quero ser má, o senhor até tem um ar simpático. Pronto, tem um bocado cara de quem sofre dos ouvidos, mas quanto a isso ele não pode fazer nada, não é verdade? Agora, em relação àquele cabelo, senhores... CULPADO! Absolutamente culpado! Vá lá, Beto... A malta já sabe que tu deves ter para aí uns 60 anos, que tal começares a dar razão ao tempo e deixares de pintar o cabelo com essa cor foleira, hein? Se calhar até ficavas todo charmoso com o cabelo grisalho, já pensaste? Sim, claro que é pouco provável... Mas podias tentar! Força nisso, Robert Loyal! Tens todo o meu apoio.

Ainda sobre as Televendas (isto é fascinante!)

Aquelas cintas adelgaçantes deviam ser usadas apenas por mulheres comprometidas. Porque reparem... Uma gaja conquista o moço exibindo uma silhueta absolutamente espectacular e depois, na hora H, em vez de uma lingerie super sexy está... Uma cinta da avózinha. Depois só falta dizer "eeerrr, pois... Esqueci-me de te dizer que uso uma cinta que me empurra as banhas para dentro. Na verdade, toda eu sou pneus!"

A sério, não me parece boa ideia. É coisa para cortar totalmente o clima!

Caros senhores das Televendas

Vocês são muito engraçados, não haja dúvida! Para fazer anúncios todos bonitos e altamente explicativos sobre os vossos produtos sabem vocês ser moderninhos. Mas depois, num anúncio de um aspirador, põem o actor a dizer "está cansadA de não conseguir aspirar os cantos mais difíceis?" e noutro de uma geringonça qualquer que corta legumes pode ouvir-se "está fartA de passar a manhã, tarde e noite a cozinhar?".
Pois bem, tenho uma novidade para vocês... Txanananaaaam... Estamos no SÉCULO XXI! Os homens também aspiram, sabiam?? Têm mãozinhas e tudo! Duas, como as gajas! Incrível, não é? Vá, fechem a boquinha que entra mosca, eu sei que estas são novidades bombásticas para vocês, mas escusam de exagerar. E quanto ao cortador de legumes espectacular, sabiam que os melhores chefs do mundo até são homens e tudo? Não sabiam? Pois é, então ficam a saber. Não, não agradeçam, limitem-se a ir corrigir os vossos reclames da treta, porque sinceramente é uma coisa que me enerva. É que ainda por cima no anúncio do berbequim não põem só um homem. Põem um homem e uma mulher. Obrigada por estarem, no fundo, a admitir que que somos capazes de fazer todo o tipo de actividades, mas isso não é nada que já não soubéssemos.
Fiquem sabendo que, à custa desta brincadeira, não comprava o vosso aspirador-maravilha nem por nada! Nem que sugasse o último grão de pó do mundo! Nem que aspirasse a minha sogra (bem, espera lá, se for assim já penso duas vezes... Eu ainda não tenho sogra, mas uma pessoa tem de ser precavida e pensar no futuro!...)

domingo, 15 de julho de 2012

O melhor é estarmos todos muito caladinhos!

É sobejamente conhecida a expressão "o mundo é pequeno". No entanto, o significado de tão singela frase ganhou toda uma nova dimensão com o aparecimento do Facebook! E porquê? Porque se tornou muito comum ir ao perfil de alguém e ver que nos "amigos em comum" está aquela pessoa que conhecemos nas férias grandes do ano passado e que nunca mais voltámos a ver. E damos por nós a pensar "mas porque é que esta moça que mora em Freixo de Espada à Cinta é amiga deste meu colega de Faro? De onde é que eles se conhecem?" Isso já me aconteceu umas quantas vezes e dou sempre por mim a fazer um "rewind", para me lembrar se por acaso algum dia disse mal daquela pessoa em frente à outra (se se der o caso de não gostar muito da referida criatura). É um grande, grande problema. Claro que esse perigo sempre existiu, nunca foi uma boa ideia desatar a dizer mal do chefe só porque se pensa que ninguém ali o conhece, porque neste país (que é uma autêntica aldeia) há uma elevada probabilidade de andar por ali algures o primo do sobrinho do irmão dele e ouvir a conversa. Mas dantes uma pessoa permanecia na ignorância e não se preocupava muito com isso. Só que agora, meus amigos... Agora temos o Facebook, esse grandessíssimo sacana, a exibir-nos alegremente os "amigos em comum", como que a dizer "já falaste demais, não já, meu estupor?"

Já para não falar das amizades destruídas mesmo antes de terem começado, à custa deste problema: a pessoa conhece outra, dão-se bem, trocam nomes e números. Obviamente que a primeira coisa que se faz quando se chega a casa é... Ir procurar o perfil de Facebook! É mais importante do que o registo criminal nos dias que correm! Vai-se a ver e o nosso novo e adorável conhecido tem fotos com o seu grupo de amigos do qual faz parte aquela pindérica que nós não gramamos nem por nada. O pensamento que se segue é "O que, ele é amigo dela? Tsss, já estou a topar tudo, também deve ser um mete-nojo com a mania que é a última bolacha do pacote!"

E pronto, é assim. Facebook: a manipular vidas desde 2004 (é 2004, não é? Olhem, se não for, que se lixe! Também não há-de andar muito longe disso).